Ser mulher dá trabalho, professor!

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Uma coisa não se pode negar: além do apelo comercial, no Dia Internacional da Mulher os temas relacionados ao universo feminino ganham foco. Das redes sociais às grandes rodas, o que não faltam são discussões. E nas salas de aula não seria diferente.

Um professor citou o seguinte caso: um cara teria ficado dez anos sem trabalhar, sendo sustentado por todo esse tempo pela esposa, e no divórcio estaria pleiteando uma pensão alimentícia. “É um safado e merece uma surra”, gritei da minha carteira, esquecendo, por um breve momento, que estava ali para aprender a respeitar e empregar as normas brasileiras.

O tema foi motivo de discussão. Os colegas, talvez para irritarem um pouco as mulheres presentes, falaram em direitos iguais. “Muitas mulheres passam anos casadas, não trabalham, herdam e ainda têm direito a pensão. Por que com o homem seria diferente?”

É QUE SER MULHER JÁ DÁ TRABALHO, PROFESSOR!

As responsabilidades mais simples, porém mais importantes, acabam sendo nossas. Casa, marido, filhos, pais e carreira profissional com paciência e dedicação, com um sorriso nos lábios e as unhas bem feitas, para que o marido não a chame de desleixada. Não é fácil e a gente consegue, sem reclamar, encarando como obrigação mesmo. Uma auto-exigência que se tornou comum para a grande maioria das mulheres. Ou alguém vai dizer o contrário?

E nessa corrida diária pela “excelência dos serviços prestados”, precisamos ainda ficar atentas à tênue diferença entre ser sensual e ser vulgar. Toda e qualquer extravagância pode arruinar para sempre a reputação de uma fêmea de qualquer idade e classe social. E já que toquei nesse assunto, devo comentar que achei de muita elegância o Programa As Brasileiras com a musa Ivete Sangalo, veiculado na grande data. Com um texto leve e bem humorado, e nenhuma cena de apelação sexual, a Rede Globo passou a mensagem de que para ter audiência, em todos os sentidos, basta ter bom humor e elegância. Será que as mulheres-fruta e panicats entenderam o recado?

 

Esse post tudo de bom é da minha querida amiga Manu Berbert.
Manu, além de linda, é jornalista baiana arretada e tudo de bom.
Pra ler mais do que essa linda escreve e se encantar, clica aqui.

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Sim ou não, dia ou noite , claro ou escuro… Sou Libra de raiz, sou forte e sou fraca quando quero… E quero o mundo! Quase virando balzquiana, sem nenhum medo de envelhecer. Falar de mim mesma é exatamente o que me mantém presa à internet… Isso aqui é meu porto seguro! Engraçada na medida certa, sensível, leal, apreciadora de literatura, inglês, cinema. Louca por series americanas e chopp gelado… Minha língua é terrível quando eu quero. Mas,é claro, isso é só um detalhe.

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One comment

  1. Excelente : Manu mandou bem, fico indignada coma aqulas Panicats, de biquini, com o rabão de fora, sem motivo.
    Vai saber, né…
    Tem mulher que gosta de ser objeto.

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