Educação dos Filhos

Facebooktwittergoogle_pluslinkedinrssyoutube

Criar filho com avó (morando na casa dela pra ser mais exata) é uma árdua tarefa que não desejo às mais vacilonas. Dia desses estava eu já deitada quando meu filho disse estar com fome. Claro que, o primeiro impulso de mãe é satisfazer a vontade da criança (neste caso é de adolescente chato mesmo). E lá estava eu quase dobrando a coluna para levantar, quando de estalo, mandei ele se virar.

Passo pouco tempo em casa, nunca tive muito tempo de dengar meu filho… E claro que, apesar de não ser a melhor mãe do mundo, quero dar a ele o mundo, como toda mãe. Mas ele está um rapagão. Trabalhei o dia inteiro, ele jogou o dia inteiro no PC. Teve tempo de pedir o que quisesse, enquanto ainda arrumava a zona da cozinha… Esperou eu tomar meu banhozinho quente e deitar para querer lanchar?

pele-dormindo

Não, senhor! Fosse a esposa dele o que seria? Divórcio na certa. A gente trabalha tanto ou mais até que os homens (se for contar os filhos, as tarefas domésticas, etc). O mundo mudou, as tarefas precisam ser divididas, ou pelo menos, seus desejos fora de hora sejam satisfeitos por você mesmo. É ou não é?

Ou pior, vamos somar a este menino mimado, a testosterona implacável! Cedo ou tarde mostra suas garrinhas, e olha só a explosão: um homem agressivo! Não criei filho pra ver ele cumprir Lei Maria da Penha, porque sua mulher não lhe quis satisfazer.

Não me digam que sou exagerada. Eu sou uma mulher que pensa na realidade, aliás, como boa aquariana, meus olhos estão no futuro e bons frutos a gente só colhe com boas sementes.

Agora, senhoras mães das meninas que serão mulheres: façam também a sua parte e as eduque para entenderem que meu filho é um homem para o seu tempo e não um babaca que elas poderão deitar a vontade na sopa. Porque também ensino a ele desde sempre que “bateu, levou”. Não bater propriamente, mas a vida é via de mão dupla. Precisamos progredir com esse mundo simultaneamente. Que os relacionamentos sejam cada dia melhores, como o que eu gostaria de ter e não tive, porque as sogras do meu tempo ainda estavam apegadas ao machismo.

Claro que tem sempre a fruta podre no cesto, que vai ser mesmo um parceiro ruim. Mas que o sejam por patologia e não por falta de exemplos dentro de casa. Não custa muito fazer um mundo melhor, mais companheiro, mais carinhoso, mais recíproco.

dia-das-criancas-8

The following two tabs change content below.

Fernanda Freitas

Carioca da Gema, nascida no Estácio, criada no subúrbio. Aquariana. Portadora de inquietude criativa. Organização para o trabalho. Desorganização no armário. Língua afiada. Ama tecnologia. Detesta futebol. Mulher em seus múltiplos segmentos: mãe, filha, irmã, apaixonada, jornalista, produtora, assessora, blogueira, guerreira, mas cuidado: Sou um docinho até que azedo!

Latest posts by Fernanda Freitas (see all)

Leave a Reply

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *