Carpe diem

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Gente, eu olhei pr’ aqueles cabelos castanhos e surtei. Parecia que era a minha saída da outra prisão em que me meti nos últimos meses. Porque, né, a gente se mete em umas poucas e boas por conta desse tal coração, que nunca sabemos como termina. Né?

Quem já se apaixonou, com certeza conhece “that feeling”.

Enquanto terminava minha cerveja, percebi ele. Altura mediana, sorriso farto e lindo… (Eu tenho um fraco por homens de sorriso aberto e bonito) e um olhar que me tirou o rumo. Precisei respirar bem fundo naquele momento. Afinal de contas, o álcool, quando misturado com a música, pode fazer muito estrago. Infelizmente.

Minha amiga percebeu que ele se interessou. Decidimos que eu ia passar na frente dele e ver o que dava.

– Me leva com você. – ele disse.

Sorri. Afinal de contas, era exatamente disso que eu precisava. Precisava de um reminder de que eu não estava morta. Sexualmente morta, eu digo.

Voltamos, procuramos as outras amigas e eu encarei. Porque às vezes você precisa pensar duas vezes se fica ou não com alguém, se deixa ou não alguém entrar na sua vida… Decidi praticar o “carpe diem” após a insistência da minha amiga.

– Você está me olhando… Não me olha assim… Eu estou carente!- ele disse ao pegar na minha mão.

Ainda sorri com aquele sorrisinho que só uma mulher que já seduziu um homem sabe qual é. Aquele, que a gente não sabe dar no dia-a-dia, ou pra ensinar a uma amiga inexperiente na “arte da conquista”, mas que simplesmente acontece.

– Carente por carente, estamos aqui. – Eu disse.

Então ele me puxou e me beijou. Simples assim. E, olha, que beijo! Beijo longo, demorado, encaixado perfeitamente. Fazia tempo que eu não beijava alguém sentindo tanta vontade! Fazia muito tempo que não sentia a sensação de ter o cabelo puxado, de puxar o cabelo do cara, de ter uma mão no seio e a outra na bunda, e aquela mesma mão tentar chegar até a minha calcinha por baixo do vestido. Eu puxando por estarmos em público.

Ninguém admite, mas as coisas esquentarem quando você fica com alguém na noite é muito mais excitante pelo simples fato de ter várias pessoas olhando e ser teoricamente proibido.

Há tempos eu não sabia o que era sentir um homem querendo estar em mim. Há tempos eu não queria um homem em mim…
E eu queria ele desesperadamente!

Usei minhas mãos como mestra na arte do amasso que sou. Alisei, apertei levemente, senti ele tenso, rígido, tendo espasmos, e isso, mesmo quando eu conto pra vocês aqui, me excita da mesma maneira. Ele era todo gostoso, por dentro e por fora daquela blusa preta, do jeans e do sorriso farto, que já não conseguia sorrir de verdade, de tamanha excitação.

– Vamos sair daqui? – Disse ele, provavelmente sentindo suas “dores” pré orgasmo.

Definitivamente, nós, mulheres, sabemos como excitar um homem. E eles são tão babacas que acreditam realmente que nós vamos abrir as pernas assim, facilmente.

– Não. Não vamos. Vamos nos encontrar daqui um tempo, nos lembraremos um do outro e aí, sim, teremos nosso momento.

E eu acordei só lembrando do sorriso, sem saber quem é o “muso” desse post. Infelizmente.

#nowplaying: Viagem de Amália – Cunhã

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