A volta da inocência

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Então, em pleno século XXI, você dá um match. Sai de casa com todo o cronograma: barzinho, risadinhas, tchau e benção, não durou mais de 15 minutos. Mas é surpreendido com alguém que é bem mais que isso. Tocam os sinos (e ainda não é o pequenino sino de Belém)!

Enquanto algum causo me era contado na mesa do bar, lembrei de alguma combinação anterior que insistia em querer saber a cor da minha calcinha e, no auge da minha insistência em querer falar de coisas sobre a terra, água e do ar, o varão emputece e dispara:

“Minha linda (bleerc), você está achando o que? Que vai arrumar casamento aqui?”.

Eu nem tenho certeza se quero casar e se vou casar, mas certamente, sim, estava esperando bem mais que abaixar as calcinhas e como tudo o que se plantando, se dá… Estava ali, encantada com duas covinhas, um lindo queixo quadrado e, por incrível que pareça, nem um pouco incomodada com aquela leve gagueira.

Eu não devia. Mas naquele dia, o tempo passou tão rápido que nenhum de nós tinha mais condução para ir embora. Dormimos juntos, contrariando todas as leis machistas desde que se anda ereto.

Estava aguardando o moço tomar banho. Estanhei tantos xingamentos, gemidos e velocidade com que a água parou de cair. Enrolado na toalha e com lábios roxos e para na porta e dispara:

“Acho que este quarto não tem direito a água quente”.

Sorrio e incrédula levanto, vou até as torneiras e voilá, com destreza no boiler, é tanto vapor que o quarto não deixa dúvida:  Sim, um inocente que não sabia usar as dependências de um motel. De acordo com todas as leis machistas desde que se anda ereto, levei pra casa este exemplar imediatamente… Ah, com esta pouca prática, é pra casar. Soma-se a isso ser solteiro, sem filhos, carinhoso, saber cozinhar, qualquer defeito que se ache depois é pra perdoar (espero).

reafirmando, se você está num desses sites de relacionamento por aí… Garotas, nem tudo está perdido! Repito: Nesta terra tudo se plantando, se dá. Foco, força e fé, como dizem por ai.

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Fernanda Freitas

Carioca da Gema, nascida no Estácio, criada no subúrbio. Aquariana. Portadora de inquietude criativa. Organização para o trabalho. Desorganização no armário. Língua afiada. Ama tecnologia. Detesta futebol. Mulher em seus múltiplos segmentos: mãe, filha, irmã, apaixonada, jornalista, produtora, assessora, blogueira, guerreira, mas cuidado: Sou um docinho até que azedo!

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