Nascida para brilhar. Meu signo é do fogo, Ariana sem restrições e uso a palavra como açoite. E sai da frente, senão empurro!

Cenas do Cotidiano

Facebooktwittergoogle_pluslinkedinrssyoutube

Nas minhas andanças rumo a casa ou ao trabalho, às vezes, vou observando a paisagem.
(que jeito, sou uma escrava dos coletivos – digamos assim, porque combina mais com o meu glamour e minha pessoa não desce do salto nem mesmo para andar de ônibus) Ouvi uma história de impressionar.

Às vezes, a gente acha que não há mais tempo. O tempo escorreu rápido pelas mãos de uma moça, que ia à minha frente.

Cena um:
Amor de juventude, ela com 20 e poucos anos e ele com mais ou menos 17 anos. Toda a imaturidade que cercava aquela época, afinal há 30 anos atrás, as coisas eram diferentes. Não que os jovens não transassem cedo, mas havia uma falsa moralidade que impedia (e muito), os namorados…
Eles se amavam demais, dava pra perceber no relato dela.
Juntos pegavam fogo, imagine os hormônios, os amassos, os beijos frenéticos as mãos impacientes fendas e decotes adentro, zíperes para que te quero… Tudo ia bem eles perdiam o fôlego, perdiam o foco.

Mas havia um detalhe sórdido na história: eles eram primos. E a família, tratou de impedir, o que não foi tão difícil assim, já que eles moravam há mais de 400 km de distância um do outro. E assim, gradativamente, se afastaram.
Sabe como são os jovens, acabam se encantando novamente, novas bocas, pernas, seios olhares, tesão…
E assim ela guardou com cuidado, em uma gaveta secreta, aquele tesão mal resolvido. Faltou o amor concretizado, faltou à cama, faltou a coragem e a oportunidade, mil vezes imaginadas, outras tantas adiadas.

Cena dois
Bem vinda ao mundo que cabe dentro de uma tela. Com a Internet, o Japão é logo ali, na próxima página. E as inovações e a velocidade das informações jogou-os novamente frente a frente, ainda que através de uma câmera de vídeo.
Ela foi inundada com aquele sentimento trancado a sete chaves em seu coração.

Tudo o que guardado, aflorou, afinal eles tinham uma transa suspensa há 30 anos. Imagine só…
Trinta anos à espera de um êxtase adivinhado, fantasiado à exaustão. Não pude deixar de perceber que ela chorava à minha frente e a amiga, apenas ouvia, atenta…

Deu uma vontade louca de dizer, vai a luta, procura este cara resolve, transa até não agüentar mais, mas o papo é reto, não faz curva, nem anda de ré…
Ela continuava triste e disse à amiga que ele era casado, tinha filhos pequenos.
Mas que ainda a amava do mesmo jeito e que eles iriam se encontrar e sabiam que seria um misto de saudade, tesão e lágrimas.
Imagine que depois dos 40 ela deu para se masturbar, de novo, pensava nele o tempo todo, imaginava como seria, cavalgar sevalgem em cima daquele amor a tanto imaginado.
Imaginava suas mãos e seus banhos tornaram-se experiências devastadoras. Pobre mulher sem o sexo imaginado.

E então…
Fiquei com esta história na cabeça e pergunta aos que me lêem: pode um amor sobreviver tanto tempo?
Pode um tesão, manter-se vivo tantos anos assim?
Como sobreviver a lembrança de um cara que você tocou a mais de 30 anos? O calor de mãos e bocas… Amassos teens, tesão a flor da pele, opressão familiar.
Uooooooooow!!!
Que barra meu!

1 89 90 91