O comprometido do Tinder

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Pra quem ainda não conhece, informo que o Tinder* é um aplicativo usado para conhecer pessoas, seja para relacionamentos, seja para sexo casual.

É tudo a gosto do freguês. Você clica em “curtir”, o cara também e – bingo! – vocês já podem conversar reservadamente e fora do chat UOL.

E, claro, como toda situação que envolve casais dentre as minhas amigas tem que virar um post, tenho uma experiência de uma delas pra compartilhar com vocês, já que ela me permitiu.

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20 e pouquíssimos anos, linda, solteira,  atraente, bom papo, inteligente e sexualmente ativa: características básicas pra um homem surtar diante de uma mulher. E ela reúne todas essas.

O cara? 19 aninhos, estudante de uma famosa Universidade pública no Rio de Janeiro, um fofo. Carinhoso, gentil, safado e disposto a encontrar ela logo. Ela curtiu a atitude e resolveu dar uma chance ao novinho.

Com aquele papinho de “de pertinho é mais gostoso” e sendo tão come quieto quanto um mineiro, ele a conquistou.

“Às 12h na Praça das barcas, perto da Praça XV. Pode ser?”
“Pode. Te vejo lá”.

Ao chegar, notou que ele estaria exatamente com a mesma roupa que disse que estaria. Ela, esperta, colocou um terninho em cima do jeans e blusinha branca que tinha dito a ele que usaria.

“Hum… curti, mas não sei se pego não, hein!”

Papo vai, papo vem, “vamos sair daqui da frente de todo mundo”, “vc não tem tempo pra uma rapidinha?” e muito beijo na boca depois:

“Não posso fazer mais isso.”
“Por quê?”
“Minha namorada”

Com isso, amiga de casa comprometida que namora há pelo menos um ano, se liga que o Tinder tá aí pra provar que, no seu conto de fadas, a mulher que seu namorado/noivo/marido pega nem sempre é a bruxa.

Bora acordar?

*O Tinder está disponível para Android e iOS. Se joga, galera!! 😛

O cafa 2.0.

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Dia desses eu conheci um cara daquele tipo que você conversaria uma semana inteira sem parar, e depois ainda teria papo. Dia desses mesmo, enquanto eu sentava com um copo de cerveja com mais duas mulheres na mesma mesa – uma delas, minha amiga – e contemplávamos a maravilha de estarmos acompanhadas de apenas um homem na mesa.

Mas, ele não era apenas “um homem”. Ele era O Cafa. Ou, como ele gosta de se intitular: O Cafa 2.0.

E no que consiste ser o Cafa 2.0? Consiste em ser carinhoso, romântico, comer a mulher e ligar no dia seguinte, em rir junto com ela, em não se importar de estar na mesma mesa com três mulheres e ser bombardeado de frases tipo “mas vocês jamais saberão o que é clitóris” ou “homem nenhum sabe o que é o ponto G”.

Enfim…

Aquele Cafa, dizem as más línguas, sabe das coisas. Sabe seduzir, sabe deixar a mulher enlouquecida apenas com um beijo, sabe ser um querido, sabe ligar no momento certo, sabe fazer o convite certo na hora certa… Sabe tudo. Só que, claro, nem tudo são flores.

Sempre que eu deparo com homens deste tipo, eu penso, além do “nossa, super queria um homem assim pra mim também!”… Sério… Eu sempre acho que aquele é um cara extremamente solitário. Porque, né, não basta ele ter uma mulher em cada cidade do Brasil, e ainda buscar a internet em busca do Par Perfeito. Ele tem que contar todas as suas peripécias numa mesa de bar para as mulheres, e ainda dizer que foi passado de geração pra geração. Admiro, de verdade, o topete dele.

Esse Cafa em específico já virou queridinho meu. Sabe conversar, rir no momento certo, fazer piada e passar despercebido pelo “alvo feminino da noite” dele e, mais que tudo, é do tipo cuidadoso. Porque, claro, ele deixou todas em suas respectivas paradas e foi pra dele.

Gentleman.

Mas, no fim das contas, eu acho que tudo não passa de mais um rótulo. Aposto que se ele se desse conta de que metade das coisas que ele me contou naquela mesa de bar com cerveja e batatinhas entrou por um ouvido e saiu pelo outro… Porque eu tenho certeza de que, se ele tivesse de se impor a uma mulher, tipo hoje, ele jamais tomaria uma decisão instantânea. Algo me diz que ele, como todos os outros, é do tipo que corre tanto quanto o Rubinho Barrichello: sempre tem um mais esperto que vai chegar à frente e roubar o “grande premio”, que deveria ser dele. E, confesso, me conforta saber que existem tipos de Cafa que se intitulam diferentes de todos os tipos de cafas que já apareceram na minha vida. Mas, venhamos e convenhamos: no fim das contas, são todos um bando de filhos da puta, farinha do mesmo saco, cueca florida do mesmo viado velho da Farme de Amoedo… Enfim… Tudo igual.

Só desejo, do fundo do coração, que ele seja feliz.
E que pare de enganar mocinhas indefesas por aí.

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