Sabe o que basta? Querer…

Facebooktwittergoogle_pluslinkedinrssyoutube

Senta aqui rapidinho, pega um copo, coloca uma música bacana e vamos conversar. Vamos conversar sobre como você me fez sentir a mulher mais feliz da face da Terra e, como num passe de mágica, perdeu o interesse e sumiu? Porque eu tô até agora tentando entender o porquê de você fazer eu gostar de você e cair fora antes de, eu sei, se apaixonar por mim ou, pelo menos achar que consegue mascarar um sentimento.

Mas, ó, tenha calma. Não estou e nem nunca estive aqui pra você achar que eu sou uma louca desesperada por atenção; não mesmo. Pelo contrário, eu sou independente até demais. Não precisava, claro, ter casado comigo de véu e grinalda, mas também não precisava sumir. Era só ter um pouco de paciência e termos conversado mais do que trocado beijos…

Agora, vou te falar com sinceridade: se aproximar novamente é complicado, mas não é impossível. É humano dizer que sente saudades, que quer ver de novo e que quer voltar a ter uma relação bacana. Quer que as coisas sejam como antes? Faça o convite! Chama pra uma cerveja, um japonês ou um pôr-do-sol na Urca. Chame pra conversar e, quem sabe, trocar mais beijos. Você vai ver que falar não dói, e que um simples sorriso muda o rumo das coisas do dia pra noite.

Desejo que tenha sorte. Nem todo mundo sobrevive a um coração partido, a um futuro quase prometido retirado de si e à ausência do sorriso da pessoa que se gosta. Por outro lado, não é todo mundo que sabe demonstrar por ações diretas assim que quer o que se quer.

Seja bravo. Se não quiser, não cruze o meu caminho. Me deixe aqui no meu canto, curtindo a minha vida, porque mais vale um sorriso no rosto do que um punhal no meu coração.

A volta da inocência

Facebooktwittergoogle_pluslinkedinrssyoutube

Então, em pleno século XXI, você dá um match. Sai de casa com todo o cronograma: barzinho, risadinhas, tchau e benção, não durou mais de 15 minutos. Mas é surpreendido com alguém que é bem mais que isso. Tocam os sinos (e ainda não é o pequenino sino de Belém)!

Enquanto algum causo me era contado na mesa do bar, lembrei de alguma combinação anterior que insistia em querer saber a cor da minha calcinha e, no auge da minha insistência em querer falar de coisas sobre a terra, água e do ar, o varão emputece e dispara:

“Minha linda (bleerc), você está achando o que? Que vai arrumar casamento aqui?”.

Eu nem tenho certeza se quero casar e se vou casar, mas certamente, sim, estava esperando bem mais que abaixar as calcinhas e como tudo o que se plantando, se dá… Estava ali, encantada com duas covinhas, um lindo queixo quadrado e, por incrível que pareça, nem um pouco incomodada com aquela leve gagueira.

Eu não devia. Mas naquele dia, o tempo passou tão rápido que nenhum de nós tinha mais condução para ir embora. Dormimos juntos, contrariando todas as leis machistas desde que se anda ereto.

Estava aguardando o moço tomar banho. Estanhei tantos xingamentos, gemidos e velocidade com que a água parou de cair. Enrolado na toalha e com lábios roxos e para na porta e dispara:

“Acho que este quarto não tem direito a água quente”.

Sorrio e incrédula levanto, vou até as torneiras e voilá, com destreza no boiler, é tanto vapor que o quarto não deixa dúvida:  Sim, um inocente que não sabia usar as dependências de um motel. De acordo com todas as leis machistas desde que se anda ereto, levei pra casa este exemplar imediatamente… Ah, com esta pouca prática, é pra casar. Soma-se a isso ser solteiro, sem filhos, carinhoso, saber cozinhar, qualquer defeito que se ache depois é pra perdoar (espero).

reafirmando, se você está num desses sites de relacionamento por aí… Garotas, nem tudo está perdido! Repito: Nesta terra tudo se plantando, se dá. Foco, força e fé, como dizem por ai.

1 2 3 4 5 347