Aquela inquietude que vem de dentro…

Facebooktwittergoogle_pluslinkedinrssyoutube

Quando menina, sonhava em ser mulher. Imaginava o dia em que finalmente teria minha própria louça para lavar, um namorado para chamar de meu e sapatos (de gente grande) para combinar com bolsas (muitas bolsas). Na verdade, já me sentia preparadíssima para “atuar” como tal e, assim, aos 4 anos de idade, cheguei ao ponto de deixar claríssimo para minha mãe que estava abolindo de vez o leite da minha vida e apostando no café preto.

Mamãe quase arrancou todos os fios de cabelo da cabeça tentando me convencer de que eu já era sim uma “mocinha”, mas que leite era importante pra mim e blá blá blá (muito blá blá blá). Apelou para o cálcio, para o crescimento, para o Papai Noel, para a “santa chinelada na bunda”, para o bicho papão

Se adiantou ?????

Claro que não. Pitanga era pura audácia…e leite não combinava com o adjetivo.

Mas, na minha cabeça, de nada adiantava tanta ousadia (audácia de criança), se “mocinha de verdade” ainda não era e “o grande acontecimento” ainda estava por vir…mas não havia data marcada. Não havia data sequer prevista. E isso me incomodava – e me enchia de idéias.

Após muito pensar, resolvi esperar e, enquanto isso, “brincar de ser mulher” – deliciosa brincadeira!

Seguindo a linha, resolvi comprar (pegar no armário de mamãe) uns…absorventes.

Pra que?

Oras, para colocar na calcinha!

Mas pra que, criaturinha???

Oras, para ter onde pincelar o mercúrio-cromo (tóXXXico, antecessor do merthiolate) ou… algum esmalte vermelho (também furtado de minha inconsolável mãe). Óbvio!

Para que mais seria senão para “treinar”?!
(…) infância – puberdade – adolescência – vida adulta (…)

Anos depois…


Na vida adulta, após períodos, fases e algumas experiências, percebo o quão precoce fui e o quanto gastei de absorventes, esmaltes, remédios, tintas (tudo desnecessário) quando criança.

Agora percebo quanta cafeína ingeri fora de hora e quantas tarefas domésticas insisti em fazer (sem sucesso…pois mamãezinha é totalmente contra a “exploração infantil” – e também contra crianças metidas).

Hoje, não há mais necessidade de pigmentar a calcinha – porque a “coloração” surge naturalmente (e mensalmente, se tudo der certo e nenhuma camisinha “estraga prazer” falhar).

Hoje percebo, que, mesmo com todo o desejo de ser mãe (mas ainda impossibilitada por diversos fatores), se a “coloração natural” não surgir, sou capaz de utilizar todo o meu conhecimento em química forense e minha experiência de ouvinte / telespectadora em noticiários e casos criminais e, sem dó nem piedade… tascar LUMINOL na calcinha.

Quem sabe encontro algum “vestígio vermelhinho”, não é mesmo?

Beijos Doces,
Pitanga

JOANA – A VINGADORA

Facebooktwittergoogle_pluslinkedinrssyoutube
Aperte o PLAY e boa viagem!
O nome foi devidamente mudado para preservar a identidade da personagem.
Bããão, antes q vcs homens resolvam me tacar pedras pelo q vou escrever, adianto, q este post fala sobre poder e auto-controle acima de tudo.
O personagem central poderia ser um homem perfeitamente, mas só prá deixar um gostinho bom no nosso ego, dessa vez, foi protagonizado por uma mulher!!

Huhuhauauauauauauahuaha (risada maléfica!)
Vamos chamá-la de Joana!
Eu não sei o q aconteceu com ela no início de sua vida amorosa.
Mas o fato, é q Joana nunca se apaixonava. Corrijo: Se apaixonava, mas a paixão durava menos q a semana de moda da fashion week.
Complicado… Joana tinha excesso de auto-estima, sabia bem o que queria, mais ainda do que não queria, personalidade não faltava ali e de tanto trepar, com tanta gente diferente (não ao mesmo tempo) desenvolveu um olho clínico, que só de bater os olhos no sujeito, já sabia se o cara tinha pegada ou não!

Vcs tem noção?
A nega olhava e aprovava, olhava e reprovava e se vc entrasse numa de conferir e teimar, mesmo respeitando aquela velha máxima de q gosto é igual a cu… cada um tem o seu… ficava aquele gosto de chiclete quando acabou o açúcar.
Bicho, a nega quase sempre acertava.

Não sei se a gauchada q freqüenta este blogmm, tem noção do q q é a night no Rio!
Há algum tempo atrás, não tinha disso, mas hoje, a parada é trocar saliva com o maior número possível de homens ou germes, whatever, e vice-versa. Eu definitivamente não sei quem inventou isso, ou disse q isso q era legal!
Nesse ponto eu sou old fashion, mas se tivesse oportunidade, saco e disponibilidade, talvez pusesse em prática o exemplo da Joana.

Joana foi prá night com uma amiga e estava lá na dela, rebolando seu burrão de crioula, naquela calça q nada escondia. O problema, não era a calça q chamava atenção, mas a Joana tem realmente uma bunda, q chega antes dela.
Ficou lá, dançando ao som do hip hop, numa daquelas boates do Centro, cantando de olhos fechados, ignorando absolutamente tudo a sua volta. Joana já tinha escaneado a área e viu q ali, nada rolava.
Ela tinha um fraco por homens altos e outro fraco por ternos. Um fraco maior ainda, por homens inteligentes, sagazes, bem humorados e daqueles q passam certa confiança no olhar. Sabe aquele cara q tu bate o olho e já sabe q o cara tem pegada?
Pois é… a Joana não se conforma em ficar com menos do que isso. Também… com o shape q ela tem, é isso que ela merece. E homem farofa/ fanfarrão na night do Rio é o q tem sobrando.

Nesse dia, a amiga se arrumou primeiro.
Aliás, a amiga se arrumou logo e a Joana ficou só na pista, dançando.
Chegou o primeiro.
Sabe, o cara era gracinha, carinhoso e tentou comer pelas beiradas. Joana tava de bom humor e resolveu fazer caridade. O papo era bom, ela deixou ele se chegar e sem q ela esperasse, o esperto tacou-lhe um beijo. Gostosinho, mas não chegou a balançar.

Daí ele usou a famosa frase-código q aqui levanta suspeitas:

CANDIDATO DE Nº. 1 – Pô gata, vou ao banheiro!!

Não se sabe ao certo se era banheiro mesmo ou se era prá pegar outra. Aqui no Rio, ir ao banheiro no meio da disco pode significar tanto uma, quanto outra coisa!
Joana teve tempo de pensar e decidir q não queria ficar com ele. Não bateu. Falaria assim q ele voltasse. Mas a merda, é q deu vontade de fazer xixi também.
E quando ele voltou, ela disse assim:

JOANA – Agora é a minha vez!!
CANDIDATO DE Nº. 1 – Pô gaaata, tá brincando…

Dããããã. A gente não pode mais ir ao banheiro, só faltava essa!
Ela foi e mal sabia q estava sendo observada.
Na volta, um outro carinha puxou a Joana pelo braço e com aquela cara de Cafa q sabe o q está fazendo, tascou um beijo na Joana, q ela quase perde o rebolado.
Viajem total!
Virando o pescoço para a direita, algumas cabeças depois, ela conseguia ver o CANDIDATO DE Nº. 1. Olha a merda feita aí!!

Felizmente o CANDIDATO DE Nº.2, era mesmo um cafa graduado! Soltou a menina, prá ela poder dar uma situada no outro. Ao voltar, seguiu o diálogo:

CANDIDATO DE Nº. 1 – Pô gata, q banheiro demorado… vc não é mole não né? Disse q ia ao banheiro e…
JOANA – É… sabe o q rola, o cara me agarrou!
CANDIDATO DE Nº. 1 – Pois é gata, mó vacilo aí!! Eu bem vi e vc bem que deixou né?!
JOANA – Desculpe a sinceridade, mas não deu prá largar não! O beijo tava muito bom!!

E esse foi o fim do CANDIDATO DE Nº. 1!
Como todo bom cafa, o CANDIDATO DE Nº.2, ia muito ao banheiro. E para sorte ou azar dele, era prá mais de 20 minutos de espera a cada ida. Ou era piriri dos brabos ou o nome disso era rabo de saia.
O CANDIDATO DE Nº.2, estava com um amigo, q a Joana nem reparou direito. Ficou viciadinha na boca do cafa e depois de 2 idas dele ao banheiro, resolveram se sentar naquele sofázão prá tirar um sarrinho.

Joana é foda. Quando deixam ela atuar, é morte na certa. Que nem veneno de escorpião!!
Sentaram-se no sofá e dá-lhe beijo, beijo e beijo, puxa cabelo, alisa virilha, mão nas pernas, dedos perto da calcinha, ela toda molhada, ele de pau duro, uma loucura só!
Nisso.. naquela pegação toda, em pleno tesão, alguém bate no ombro do cara implorando perdão! Era o amigo, debaixo de mil desculpas prá ambos. Ele segreda algo no ouvido do CANDIDATO DE Nº.2, pede mais desculpas prá Joana e se apresenta.
Já ali na apresentação, Joana já alta, cheia de tesão, percebe q o amigo, era melhor q o CANDIDATO DE Nº.2, nosso digníssimo cafa, amador.

Ele se levanta do sofá, pede desculpas a ela e diz q vai ter q ir ao banheiro. Jura q não vai demorar.
Voltando ao momento da apresentação.
Vcs não repararam, nem o projeto de cafa, o nosso CANDIDATO DE Nº.2, que naqueles dois beijinhos inocentes entre Joana e o amigo, além de ter sido no cantinho da boca, eles esbarraram o nariz!!

O_ô! Hum-hum! O alerta tá tocando!! Mal sinal, mal sinal!!

Se a música tiver acabado neste ponto, aperte o play de novo!
That Heat (Feat. Erykah Badu And Will I Am) – Sergio Mendes

O cafa querido saiu de cena, o amigo pediu prá sentar à mesa com ela.
Tentaram iniciar uma conversa, mas a música… ah – a música!!
Muito alto, não tô ouvindo, senta aqui.
Aí fudeu! Armadilha – armadilha!! Grita a platéia.
o cara sentou e o papo fluiu completamente ao pé do ouvido, daquele jeito q a boca encosta no ouvido. Nem sei se aquilo era conversa ou um semi-beijo.
Eu só seu q …

EU, EU, EU – O CAFA SE FODEU! EU EU EU, O CAFA SE FODEU!!

Quando o cara se deu conta. O cara não… oooo… como é q se diz? Ah! Esse aqui é quase meirmão! Sim, quando o melhor amigo se deu conta, a Joana estava nariz com nariz, encarando ele, com aquela cara de safada, como quem dizia, eu não vou te beijar, apesar de estar a uma unha de distância do cara.

Agora vcs me digam. Que homem resiste a isso? Ou que mulher? Ninguém puro?
Complicado né?
Prá vcs verem q o cafinha otário, nosso CANDIDATO DE Nº.1, estava demorando tanto, q deu tempo de acontecer isso tudo. A-hã… como se Joana tivesse esperado. É isso q os homens não entendem.
Joana, como tantas outras, não é mulher de esperar! Só é mulher de esperar, aquela q se propõe a ser!

Booooom, a essa hora, o meirmão-melhor amigo, foi extremamente previsível. Foi entregando a boca prá Joana destruir.
E ela é foda.
Beijou, mordeu, chupou, botou a mão, os dedos, lambia o cara, puxava cabelo e quando ele estava no melhor do beijo, ela puxava o cabelo dele e ficava olhando ele de boca aberta, arfante, desesperado, viciado, querendo mais beijo.
Joana é MAAAARA – já dizia minha porção Ladir. (essa piada vcs podem pular, q não teve a menor graça!)

E foi exatamento q o meirmão-melhor amigo, foi promovido a nosso CANDIDATO DE Nº.3! Mas foi justamente , exatamente no ato da promoção q os dois resolveram se abanar antes de serem expulsos da disco, quando se deram conta, q nosso querido amigo cafa-foi-à-roça-perdeu-a-carroça estava parado em frente aos dois, naquela pose maladro-descobri q sou corno, de braços cruzados com aquela cara de Que porra é essa?

O q mais me chama atenção na Joana, é o sangue frio dela.
Eu no lugar dela, já estaria tremendo, babando, gaguejando e já aceitando o porrolho. Ela não. A própria léuri, jogou os cabelos, abriu o melhor sorriso e disse:

JOANA – Oi meu querido, como vc demorou, eu estava aqui beijando seu amigo!
CANDIDATO DE Nº. 1 – Eu… eu… eu não acreditooooo, q vc tava beijando meu amigo!! Valeu hein cara!!
CANDIDATO DE Nº.3 – Caaalma cara, pô, nada havê, pô!! Pô cara, parceiro, pô!! Nada havê aê! Pô!!
JOANA – Isso mesmo fulano! Belo discurso, agora deixa q eu falo com ele.
(Senta o CANDIDATO DE Nº. 1)
JOANA – Olha só, a gente não é criança né?! Então? Vai dizer q vc é bulímico ou está com caganeira em plena boate? Acho q não né?! Então, vai dançar, curtir, volta lá pro teu banheiro e me deixa aqui com teu amigo, q ele é gente boa e beija muuuuuuito!! Sem ressentimentos tá?!

E o cara obedeceu. ELEOOOBEDECEEEU!
Eu só acreditei, porque foi a Joana q contou e eu também conheço a amiga q tava namorandinho na pista e q assistiu tudo e q jurava q a porrada ia estancar. Essa amiga, ficou com o queixo tão caído quanto o meu e o de vcs.
Mas felizmente, tudo deu certo, ninguém se machucou e a Joana nunca pegou o telefone de ninguém daquela disco.
Segundo ela, dificilmente se leva a sério homem desse tipo de night.

Quem sabe na outra encarnação, eu aprendo um pouco com ela.

Putz!
Escrevi prá caralho!!
Sorry.

1 343 344 345 346 347