Sabe o que basta? Querer…

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Senta aqui rapidinho, pega um copo, coloca uma música bacana e vamos conversar. Vamos conversar sobre como você me fez sentir a mulher mais feliz da face da Terra e, como num passe de mágica, perdeu o interesse e sumiu? Porque eu tô até agora tentando entender o porquê de você fazer eu gostar de você e cair fora antes de, eu sei, se apaixonar por mim ou, pelo menos achar que consegue mascarar um sentimento.

Mas, ó, tenha calma. Não estou e nem nunca estive aqui pra você achar que eu sou uma louca desesperada por atenção; não mesmo. Pelo contrário, eu sou independente até demais. Não precisava, claro, ter casado comigo de véu e grinalda, mas também não precisava sumir. Era só ter um pouco de paciência e termos conversado mais do que trocado beijos…

Agora, vou te falar com sinceridade: se aproximar novamente é complicado, mas não é impossível. É humano dizer que sente saudades, que quer ver de novo e que quer voltar a ter uma relação bacana. Quer que as coisas sejam como antes? Faça o convite! Chama pra uma cerveja, um japonês ou um pôr-do-sol na Urca. Chame pra conversar e, quem sabe, trocar mais beijos. Você vai ver que falar não dói, e que um simples sorriso muda o rumo das coisas do dia pra noite.

Desejo que tenha sorte. Nem todo mundo sobrevive a um coração partido, a um futuro quase prometido retirado de si e à ausência do sorriso da pessoa que se gosta. Por outro lado, não é todo mundo que sabe demonstrar por ações diretas assim que quer o que se quer.

Seja bravo. Se não quiser, não cruze o meu caminho. Me deixe aqui no meu canto, curtindo a minha vida, porque mais vale um sorriso no rosto do que um punhal no meu coração.

Encruzilhada

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Daí que ela tinha apenas 21 anos.
Uma fome de mundo, de liberdade.
De posse do seu diploma, ela tocou o foda-se pra família, pro conforto , pra casa e foi viver um amor transgressor: ele era tudo o que sua mãe não queria, 20 anos mais velho, vindo de dois casamentos…
Mas quando a gente é jovem tem o mundo nas mãos, se acha o ser que vai modificar os fatos.
E desde então, ela viveu este êxtase por 6 meses, sem dar notícias, sem ninguém saber seu paradeiro.
Uma vida liberta , ela era uma mulher dona de seu destino.

Mas…
A vida cobra seu preço,e as contas logo começaram a chegar, o grande amor de sua vida tinha dívidas, dependia ainda
da mamãe, para pagar pensão devida e quando ela se deu conta, estava sustentando a família toda que viu nisso, uma oportunidade ímpar e tratou de seduzi-la .
E é claro que a esta altura , ela já tinha dúvidas e mesmo assim , em uma última atitude de desafio à sua mãe,
ela acabou casando-se, grávida aos 22 anos!

E a mãe, só soube pela família do então marido , no dia do parto do bebe!

E assim ela foi vivendo e a mãe, inconformada, a deixou com o peso de sua decisão.

Até que , depois de muito tempo ela procurou -a com um, ” é mãe, tá feito, mas não aguento mais aquela pocilga!”

Mais uma vez, a mãe passou por cima dos fatos e alojou a garota no apartamento comprado para ela, para um casamento feito dentro de uma normalidade, quando ela encontrasse um amor sereno, como acontece com a maioria das moças..

O final desta história pessoas, eu não sei ainda…

Acompanho diariamente o destempero de uma moça, com apenas 24 anos, que é extremamente, intolerante, grita todo o tempo com tudo: com a filha, com o marido, com as panelas,com a vida: vida que ela mesma escolheu.

Não tem equilíbrio , o bebê hoje com apenas dois anos, sente o despreparo da jovem mãe e grita.
Grita à plenos pulmões.
Disputa palmo a palmo com ela , atenção, território.
E o bebe está crescendo.
Sem a afetividade, o amor necessário às descobertas…
Sem aquela graça que a gente acha, quando eles começam a se alimentar sozinhos, derrubando tudo, experimentando os limites que se lhe descortinam a frente: tudo é novo, é tão legal ver a comida caindo da colher no chão…

É uma história triste, hoje este bebe chorou tanto, que o pai, tão desequilibrado quanto a mãe, tomou o bebe nos braços abriu a porta e saiu com ele que soluçava compulsivamente.

Pobres pessoas presas a uma armadilha, sem saber como se libertar dela.

De minha parte, à custo controlei-me para não chamar a Polícia pra aquela mãe descontrolada que chamava o bebe de filha da puta, desgraçada entre outras coisas.

Um bebe de dois anos apenas…